Educação


Escolas estaduais do RS afirmam não estar preparadas para retorno presencial nesta terça (20)

Falta de equipamentos e recursos humanos para formação de centros de operação de emergência são apontadas entre as principais razões. Prefeituras adotam restrições.
20/10/2020 G1

Após sete meses de interrupções, as aulas presenciais nas escolas estaduais do Rio Grande do Sul estão autorizadas a retomar as atividades nesta terça-feira (20). Porém, cerca de 25% dos colégios afirmam não estarem preparados para reabrir.

A falta de equipamentos de proteção individual e servidores somada a decretos municipais que proíbem a retomada estão entre as principais razões.

Em Passo Fundo, no Norte do RS, as 38 escolas não devem reabrir. Um decreto municipal proibiu a abertura nas redes pública e privada, o que gerou um protesto de donos de escolas infantis, professores e pais.

A decisão do prefeito acompanha uma orientação da Associação dos Municípios do Planalto, e todas as 17 cidades da região devem seguir a determinação.

"Se tratando de crianças, que não vão ter contato com os colegas, passam a ter que usar máscaras o tempo tempo. Protocolos muito difíceis de serem cumpridos em sala de aula", diz Marco Antônio Oro, presidente da Ampla.

Na Fronteira Oeste, 60 escolas estaduais também permanecerão fechadas. Quase 30 mil estudantes continuarão com aulas online.

Na Serra, as 117 escolas retornam no dia 28. Em Caxias do Sul, 14 diretores assinaram uma carta em que dizem não se sentirem seguros.

"Há falta de recursos humanos, não há clareza nos procedimentos em situações, por exemplo, de possível contaminação e se haverá ou não testagens", pondera a professora Alessandra Lazzari.

Na região de Pelotas, no Sul do estado, as 57 escolas com ensino médio não tem precisão de retorno. Só retornam quando todos os materiais e EPIs estiverem disponíveis aos 18 municípios.

O mesmo deve ocorrer no Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre. Segundo a direção, o Julinho não está preparado para retomar as atividades, já que, até a tarde desta segunda, não havia recebido os equipamentos.

"Nós estamos há duas semanas e um dia de plantão manhã e todo o final da tarde esperando e, até agora, não chegou nenhum caminhão trazendo nada", afirma a diretora Maria Berenice Alves.

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