Geral


Assim que chegarem ao Estado, as vacinas contra o coronavírus devem ser enviadas às prefeituras gaúchas em até 24 horas

Segundo a titular da pasta, Arita Bergmann, assim que as doses chegarem será possível reenviá-las às prefeituras em 24 horas.
16/01/2021 O Sul

Apesar das incertezas que ainda envolvem a definição de uma data para o início da vacinação contra o coronavírus no Brasil, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) trabalha com o plano de detalhar nesta segunda-feira (18) a logística da campanha no Rio Grande do Sul. Segundo a titular da pasta, Arita Bergmann, assim que as doses chegarem será possível reenviá-las às prefeituras em 24 horas.

Ela voltou a ressaltar, ainda, que o critério de proporcionalidade utilizado pelo governo federal em relação aos Estados – conforme o contingente populacional de cada um – valerá para a repartição dos lotes aos 497 municípios. De modo extraoficial, a expectativa é de que os grupos prioritários gaúchos (idosos, profissionais de saúde, índios e quilombolas) contem com algo em torno de 300 mil doses em um primeiro momento.

E apesar da autonomia das secretarias municipais para garantir uma distribuição organizada e sem incidentes, não está descartada a hipótese de que as injeções destinadas aos trabalhadores da área de saúde sejam aplicados nos próprios hospitais onde atuam. O objetivo, nesse caso, é não afetar escalas e rotinas de trabalho – evitando, por exemplo, que um enfermeiro de UTI precise deixar o seu turno para ser imunizado em outro local.

Também serão tomadas providências específicas no que se refere a outro grupo prioritário da campanha: os idosos que vivem em asilos, principalmente aqueles com dificuldades de locomoção. Quem não se enquadrar nesses segmentos deverá ser vacinado em postos de saúde, da mesma forma que nas campanhas já desenvolvidas no País para doenças como a gripe.

Refrigeradores

Outro aspecto fundamental nesse processo é a refrigeração, necessária para armazenar e transportar as doses da vacina. Desde dezembro, a Secretaria Estadual da Saúde já distribuiu às suas 18 coordenadorias regionais pelo menos 43 novas câmaras frias para essa finalidade. O objetivo é antecipar a logística do processo.

Ao todo, são 96 equipamentos já em funcionamento nas regionais, cobrindo assim todos os quase 500 municípios gaúchos. Somada à estrutura da Central Estadual de Distribuição e Armazenamento de Imunobiológicos (Ceadi), em Porto Alegre, a capacidade total de armazenamento abrange 10 milhões de doses.

“Apesar desse porte, a previsão é que esse volume não precise ser alcançado, já que são previstos lotes em menor quantidade e que pouco ficarão armazenados, sendo de imediato distribuídos aos municípios”, ressalta a SES. “A capacidade também garante, em paralelo, a continuidade do atendimento às demais vacinas e imunobiológicos previstos nos calendários para crianças e adultos.”

Assim que as doses chegarem ao Estado, seguirão para a Ceadi. No local, será feita a separação para as regionais e dali partirão os caminhões para as 17 regionais do interior, para a regional com sede na capital e para a central de armazenamento da Secretaria, em Porto Alegre.

Com o objetivo de garantir agilidade ao processo, também estão previstas entregas diretas para os dois maiores municípios de cada regional. Assim, o cronograma seria de 55 destinos para o envio: 18 coordenarias e 37 municípios. Os municípios que não receberem diretamente o seu lote, farão a retirada na regional de sua abrangência de acordo com a agenda programada.

“O tempo estimado entre as chegadas das doses ao Rio Grande do Sul, a separação, envio para municípios e regionais e o abastecimento das cerca de 1,8 mil salas de vacinas é de menos de uma semana, podendo ser menor de acordo com as distâncias para a capital e os cronogramas de distribuição”, projeta o Palácio Piratini.

Deixar um comentário

MAIS NOTÍCIAS

FACEBOOK

NEWSLETTER

Informe seu e-mail e fique por dentro das nossas novidades!

angela noticias

PREVISÃO TEMPO

HORÓSCOPO

COTAÇÃO AGRÍCOLA

INSTAGRAM

PODCASTS