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Rio Grande do Sul fecha 2021 com o menor número de crimes violentos

Desde 2018, quedas nos números de homicídios, latrocínios e feminicídios resultaram na preservação de 2.056 vidas
13/01/2022 O Sul

O Rio Grande do Sul confirmou as expectativas criadas pelos balanços mensais, encerrando 2021 com o menor número de crimes contra a vida desde o início da série histórica. Segundo o relatório anual da SSP (Secretaria Estadual de Segurança Pública), divulgado nesta quinta-feira (13), 1.718 pessoas perderam a vida no período em decorrência da criminalidade – índice que representa uma queda de 12,3% em relação a 2020.


O total é o menor desde 2012, quando o monitoramento passou a ser realizado pelo Governo do Estado. O pico dos registros de homicídios, latrocínios e feminicídios ocorreu em 2017, com 3.203 casos. Desde então, a soma vem caindo progressivamente – resultado atribuído ao sucesso do programa RS Seguro, que reforçou o policiamento ostensivo nas cidades mais populosas e violentas do território gaúcho.


Realizada pela primeira vez fora da Capital, a apresentação dos índices de criminalidade escolheu como palco Alvorada, cidade ao lado, também na Região Metropolitana, por outra marca histórica.


Alvorada, que já foi considerado o sexto município mais violento do Brasil, conforme o Atlas da Violência produzido pelo Fórum Brasileiro da Segurança Pública com dados de 2017, teve a maior redução de vítimas de homicídio em 2021 entre as 497 cidades gaúchas. Foram 69 mortes por assassinato, 47 a menos que as 116 ocorridas em 2020, uma queda de 40,5%.


Retração nos ataques a banco desde 2018 chega a 79,2%


Os dados nos três anos do atual governo ainda atestam que o Estado passou de um momento no qual o novo cangaço sitiava cidades do Interior com ações cinematográficas, explosões de agências e uso de cordão de humano de reféns, para a quase erradicação desse tipo de delito.


Em 2018, foram contabilizadas 192 ocorrências de furto e roubo a estabelecimentos bancários. Já no primeiro ano da atual gestão, com a implantação do RS Seguro, o número baixou para 110.


Em 2020, nova queda, dessa vez mais do que pela metade, para um total de 48 casos. E no ano passado, outro recorde, com redução para 40 registros, o que significa retração de 79,2% na comparação com três anos antes. No período, as quedas consecutivas representam 378 ataques a banco a menos no Rio Grande do Sul.


Abigeatos também bate recorde de redução em 2021


Assim como nas cidades, também no campo os índices de criminalidade refletem o impacto do terceiro ano seguido de reduções no Rio Grande do Sul. Os abigeatos, característicos do meio rural, atingiram um novo recorde com o menor total desde o início da contabilização, em 2012. Foram 5.199 registros em 2021, 2% menos que os 5.306 do ano anterior.


Pelo terceiro ano seguido, a menor taxa de homicídios da década


O balanço de 2021 aprofundou uma marca alcançada já no primeiro ano da gestão Eduardo Leite e Delegado Ranolfo: pelo terceiro ano seguido, o Rio Grande do Sul alcança novo recorde na redução de homicídios, com a menor taxa de vítimas para cada 100 mil habitantes desde 2010.


Em 2018, quando o Estado teve 2.368 mortes por assassinato, a taxa foi de 20,9 óbitos a cada 100 mil moradores – um ano antes, os gaúchos amargaram o pior cenário já vivenciado, com taxa de 26,4.


Já no primeiro ano do atual governo, o número de vítimas de homicídios voltou, pela primeira vez desde 2011, a ficar abaixo de 2 mil, e a taxa por 100 mil habitantes caiu para 16,1. Em 2020, baixou para 15,8 e, no ano passado, fechou em 13,6 – bem próximo da marca estabelecida pela ONU (Organização das Nações Unidas) como situação de normalidade em grandes ocupações urbanas, de 10 homicídios para cada 100 mil residentes.


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