Saúde e Bem Estar


Vírus podem estar por trás do Alzheimer, alerta estudo

Os cientistas desenvolveram um modelo tridimensional de tecidos humanos para imitar o cérebro
03/08/2022 O Sul

Vírus comuns podem estar por trás do surgimento de Alzheimer, segundo um artigo publicado na revista científica Journal of Alzheimer’s Disease. Os cientistas desenvolveram um modelo tridimensional de tecidos humanos para imitar o cérebro, e apontaram uma possível relação entre a doença e os vírus por trás da varicela e da herpes zoster.


O artigo aponta que o vírus varicela zoster (VZV) fica adormecido dentro dos neurônios do cérebro, mas quando é ativado, leva ao acúmulo de proteínas tau e beta-amilóide, além de perda da função neuronal, características encontradas em pacientes com Alzheimer.


A teoria é que esse vírus cria gatilhos inflamatórios no cérebro, e é possível que esses efeitos levem à doença. Estudos anteriores já apostavam nessa relação, mas os cientistas ainda não sabiam a sequência de eventos que os vírus criam para desencadear a condição. Com a publicação do artigo, a equipe acredita ter reunido evidências desses eventos.


O vírus varicela zoster é extremamente comum, com cerca de 95% das pessoas infectadas antes dos 20 anos. Muitos desses casos são expressos como catapora. Mais tarde na vida, o vírus pode ser reativado para causar herpes zoster, uma doença caracterizada por bolhas e nódulos na pele.


A ligação entre o vírus e o Alzheimer só ocorre quando reativado para causar feridas, bolhas e outras condições inflamatórias dolorosas. Nos experimentos, os pesquisadores observaram que as amostras infectadas pelo vírus começaram a produzir um nível mais alto de citocinas, proteínas que muitas vezes estão envolvidas no desencadeamento de uma resposta inflamatória.


Ciclos repetidos de ativação podem levar a mais inflamação no cérebro, produção de placas e acúmulo de danos neuronais e cognitivos. A informação pode levar a ciência a entender melhor os mistérios por trás do Alzheimer.


Prevenção


O morango é uma fruta muito popular, conhecida por ser rica em vitamina C e auxiliar na perda de peso devido à sua função anti-inflamatória e antioxidante. No entanto, pesquisadores apontam que as propriedades da fruta também podem auxiliar na prevenção de doenças degenerativas como o Alzheimer.


Um estudo realizado na Rush University, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas com mais de 65 anos que ingeriam morangos com regularidade apresentaram menos proteína Tau no cérebro. O excesso do composto está relacionado à demência em adultos.


A pesquisa foi publicada na revista Journal of Alzheimer’s Disease e analisou o cérebro de 575 pessoas que faleceram com cerca de 90 anos e não tinham Alzheimer. As observações foram feitas ao longo de duas décadas e começaram quando os voluntários ainda estavam vivos. Durante o acompanhamento, os idosos preencheram questionários anualmente a respeito de seus hábitos alimentares e habilidades cognitivas.


O morango é uma das frutas com maior quantidade de pelargonidina, composto que dá a cor avermelhada a frutas, vegetais e flores. “Suspeitamos que as funções anti-inflamatórias da pelargonidina podem diminuir inflamações do sistema neurológico, o que reduz a produção de citocina”, afirmou a neuropatologista Julie Schneider, que conduziu o estudo. As citocinas são proteínas produzidas por células que podem desencadear respostas inflamatórias.

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