Polícia


PF apura supostos repasses da Oi a filho de Lula para compra do sítio de Atibaia

Mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal
10/12/2019 GaúchaZH

 A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira (10) a Operação Mapa da Mina, 69ª fase da Lava-Jato. A ofensiva, que tem como tem como um dos alvos Fábio Luis, filho do ex-presidente Lula, apura crimes de corrupção, tráfico de influência e lavagem de dinheiro envolvendo operadoras de telefonia, internet e TV por assinatura que atuam no Brasil e no Exterior.

Estão sendo cumpridos 47 mandados de busca a apreensão em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia e no Distrito Federal. A suspeita é de que empresas do grupo Gamecorp/Gol, controladas por  Fábio Luis Lula da Silva — filho do ex-presidente Lula —, Fernando Bittar —apontado pela Lava-Jato como um dos proprietários do sítio de Atibaia —, Kalil Bittar e Jonas Suassuna., receberam repasses suspeitos do grupo Oi/Telemar, que, em troca, teria sido beneficiada pelo governo petista. 

 Os pagamentos, que somam R$ 132 milhões de 2004 a 2016, teriam sido usados na compra do sítio em Atibaia (SP) frequentado pelo ex-presidente. 

O Ministério Público Federal (MPF) cita, entre as ações, um decreto de 2008, assinado por Lula, permitindo a operação de aquisição da Brasil Telecom pelo grupo Oi/Telemar. Os procuradores também suspeitam da atuação de José Dirceu, enquanto ministro da Casa Civil, em favor da empresa.

Provas colhidas em outras fases da Lava-Jato e obtidas com a quebra do sigilo bancário dos investigados indicam que as empresas do grupo não teriam mão de obra e capital compatíveis com a prestação de serviços para os quais foram contratadas pela Oi/Telemar. Outros mandados de busca dessa fase da investigação têm como objetivo apurar possíveis irregularidades no relacionamento entre o grupo Gamecorp/Gol com a Vivo/Telefônica. 

A ação desta terça-feira é um desdobramento da Operação Aletheia, 24ª fase da Lava-Jato, que resultou na condução coercitiva do ex-presidente Lula em 2016. 

As defesas dos citados ainda não se manifestaram sobre a operação.

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