Saúde e Bem Estar


Em 2020, mais de 500 mil brasileiros serão diagnosticados com câncer

Vivemos o momento de avaliar onde estamos e o que podemos esperar nos próximos anos para que mais famílias possam comemorar suas vitórias
05/02/2020 GaúchaZH

Em 2020, mais de 18 milhões de pessoas em todo mundo serão diagnosticadas com câncer. Aqui, mais de 500 mil brasileiros vão saber que têm a doença. Em Porto Alegre, com os progressos feitos no tratamento de outras enfermidades, o câncer é hoje a principal causa de mortalidade.

Porém, muitos desses pacientes serão curados – e grande parte em função do diagnóstico precoce, que salva dois em cada três casos. Comemorado esta semana, o Dia Mundial do Câncer propõe uma importante reflexão sobre isso. Desde o ano 2000, 4 de fevereiro promove a conscientização e a educação sobre a doença, evitando milhares de mortes a cada ano.

O tratamento provoca medo. Grandes cirurgias, quimioterapia e radioterapia são palavras associadas a sofrimento e perda da qualidade de vida. Mas a última década nos trouxe notícias promissoras: novas tecnologias que nos permitem tratar de forma mais eficaz e menos dolorosa. Cirurgia conservadora, robótica, radioterapia de precisão, drogas alvo e imunoterapia nos fazem sonhar com cura e menos sequelas.

Progressos importantes já haviam sido conquistados para tumores de mama, de intestino, de próstata e doenças do sangue. Estamos avançando mais rápido no tratamento de melanomas, câncer de pulmão e rim. Conseguimos fazer análises mais profundas das células cancerosas graças à tecnologia para sequenciar rapidamente todos os genes dos principais tipos. Isso nos permitirá descobrir e desenvolver novas medicações, mais específicas para cada caso e cada paciente.

As terapias celulares começam a ser uma realidade: estamos isolando células do nosso sistema imunológico e, com técnicas de terapia genética, elas se tornam poderosas armas contra o câncer. No ano passado, tivemos o primeiro caso de cura no Brasil de um paciente em estado terminal tratado dessa forma. E muitos outros virão nos próximos anos.

Um grande desafio é lidar com os custos dos novos tratamentos. É preciso que sejam acessíveis a toda a população. Vamos ter de usar o máximo de nossa inteligência para selecionar e investir nos tratamentos mais promissores. Isso passa também por incorporar a ideia de que participar de uma pesquisa clínica pode ser a melhor opção de tratamento e esperança de cura.

Vivemos o momento de avaliar onde estamos e o que podemos esperar nos próximos anos para que mais famílias possam comemorar suas vitórias. E estaremos todos juntos. Porque ninguém vence o câncer sozinho.

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