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Bolsonaro critica "demagogia" de governadores e vai propor isolar somente grupo de risco

Presidente disse que Doria e Witzel estão cometendo crime contra a economia do País
25/03/2020 Correio do Povo

Em declaração ao deixar o Palácio da Alvorada na manhã desta quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que sua orientação ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, será de recomendar "isolamento vertical" para conter a disseminação da Covid-19. A medida deixaria apenas o grupo de risco – idosos e pessoas com doenças pré-existentes – fora do convívio social, o que traria menos impactos à economia do País. "Conversei por alto com Mandetta hoje e vamos definir essa situação. Tem que ser, não tem outra alternativa. A orientação vai ser o vertical daqui pra frente. Vou conversar com ele e tomar uma decisão. Vou conversar com o Mandetta sobre essa orientação" falou a jornalistas. 

O chefe de Estado também disse que cada família deve ser responsável pelos seus idosos. "Cara , você tem que isolar quem você pode. Você quer que eu faça o quê? Eu tenho o poder de pegar cada idoso e levar para um lugar? É a família dele que tem que cuidar dele no primeiro lugar. O povo tem que parar de deixar tudo nas costas do poder público. Aqui não é uma ditadura, é uma democracia. Os responsáveis pela minha mãe de 92 são seus meia-dúzia de filhos​", disse, defendendo que as pessoas precisaram parar de esperar que o poder público tome decisões para tudo.

Após ser alvo de panelaços pelo País durante vários dias seguidos, ele afirmou não estar preocupado com popularidade. "Estou vendo aqui que estou apanhando direto. Não estou preocupado com a minha popularidade. Eu tenho uma missão de quatro anos. Se vai ser oito, a gente vai ver em 22. Deus e o povo vão decidir", comentou, declarando que o declarou que o "caos" está "na nossa cara" e defendeu mudança na orientação de isolamento para que as pessoas possam voltar aos seus postos de trabalho e evitar um "colapso" na economia brasileira. 

"O que precisa ser feito? Botar esse povo para trabalhar, preservar os idosos, preservar aqueles que têm problema de saúde. Mais nada além disso. Caso contrário o que aconteceu no Chile vai ser fichinha perto do que pode acontecer no Brasil", declarou. "Se é que o Brasil não possa ainda sair da normalidade democrática que vocês [imprensa] tanto defendem".

Crítica a governadores

O presidente acusou os governadores de São Paulo, João Doria, e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de "fazer demagogia" no enfrentamento ao novo coronavírus. "O que estão fazendo no Brasil, alguns poucos governadores e alguns poucos prefeitos, é um crime. Estão arrebentando com o Brasil, estão destruindo os empregos. Cara pálida, não dissocie uma coisa da outra: sem dinheiro, sem produção, o homem do campo vai deixar de produzir. Nós vamos viver do quê?", afirmou, usando o argumento de "as palavras do Trump vão ao encontro" das suas.

Na terça-feira, o presidente dos Estados Unidos anunciou deseja aliviar o isolamento causado pelo novo coronavírus e reativar a economia em três semanas, embora o governador de Nova York tenha avisado que a crise atingirá seu pico nesse período. “Muitas pessoas concordam comigo. Nosso país não foi projetado para fechar”, disse à emissora Fox News. “Pode destruir um país dessa maneira, fechando-o”, dissera.

O chefe do Executivo federal voltou a falar em comoção exagerada e "histeria" diante da pandemia. "Nós temos que tomar decisões neste momento difícil. Não é eu procurar a mídia e ter um discurso de calamidade, de histeria, como se eu fosse o pai de todos os brasileiros. Eu sou pai, entre aspas, para conduzir o destino do Brasil."

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