Saúde e Bem Estar


Com escassez de medicamentos, hospitais da Região Metropolitana de Porto Alegre bloqueiam leitos de UTI

Em Canoas e São Sebastião do Caí, leitos precisaram ser fechados e as instituições não recebem novos pacientes para internações. Secretaria de Saúde informa que há indisponibilidade generalizada.
03/07/2020 G1

O município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, informou na quinta-feira (2) ao governo do estado que não consegue mais receber novas internações em leitos de UTI SUS , com o bloqueio de oito leitos, devido ao baixo no estoque de medicamentos analgésicos, necessários para os atendimentos intensivos.

A cidade chegou a receber 800 doses da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que deram um fôlego, mas não foram suficientes para resolver o problema.

A prefeitura diz que já informou também o Ministério Público do Estado, e o Ministério Público Federal, sobre a situação e que vem alertando sobre isso há três semanas.

O estado informou que a compra dos medicamentos fica a cargo dos hospitais, mas diante de uma dificuldade generalizada de compra dos remédios em todo o país, o Ministério da Saúde prometeu que faria uma aquisição emergencial.

A Central de Regulação Estadual de Leitos, que é quem define para onde o paciente vai, buscará leitos disponíveis em outros hospitais do estado.

Outras cidades da Região Metropolitana também enfrentam problemas com a escassez de remédios. Em São Sebastião do Caí, no Vale do Caí, dois leitos, de cinco recém-inaugurados, não podem receber pacientes, por conta da falta de sedativos. Os outros três estão ocupados.

No Hospital Getúlio Vargas, em Sapucaia do Sul, uma remessa de medicamentos na manhã desta sexta-feira (3), amenizou a situação, garantindo a cobertura por sete dias, de acordo com a prefeitura.

Segundo o Executivo, o sedativo Midazolan, que é um dos que mais falta, está entre os remédios enviados. Com isso, não foi necessário bloquear leitos.

O hospital tem 10 leitos de UTI normal, e sete de Covid. Todos estão ocupados.

Em Novo Hamburgo, o Hospital Municipal retirou cinco, dos 35 leitos, da Central de Regulação. Na instituição, o problema foi a falta de respiradores, que apresentaram problemas técnicos e foram levados para manutenção.

Quanto ao estoque de medicamentos, a assessoria do hospital explica que tem recebido de forma fracionada. Na sexta-feira (3), recebeu 15% do pedido feito à empresa fornecedora.


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